Imprensa

01/06/2016

A eliminação dos passivos ambientais

A elevada competitividade do mercado, aliada à necessidade de redução dos custos industriais, forçam as companhias a tomarem decisões contrárias às melhores práticas de responsabilidade e gestão ambiental. A longo prazo, o somatório dessas ações, pode acarretar em grandes problemas ambientais.

Conforme o diretor de Operações da Fundação Proamb, engenheiro Químico Gustavo Fiorese, no Brasil, em contraponto aos países desenvolvidos, praticamente nenhuma atenção é voltada a capacidade de recuperar a energia contida nos resíduos. “O coprocessamento é a técnica mais nobre de destinação final dos resíduos perigosos e está estritamente ligado ao conceito de racionalização do uso de recursos naturais”, ressalta.

O coprocessamento é responsável por promover a recuperação da energia contida nos resíduos perigosos com características de inflamabilidade por meio de sua transformação em um Combustível Derivado de Resíduo (CDR), preparado para ser destruído termicamente nos fornos da indústria do cimento. “Através da valorização energética do CDR há uma acentuada redução do consumo de coque por parte da indústria do cimento. Além da eliminação dos passivos ambientais”, justifica o engenheiro.

A Fundação Proamb foi pioneira no Estado do Rio Grande do Sul a desenvolver, a partir de abril de 2013, em atendimento a portaria FEPAM 016, a técnica do coprocessamento de resíduos industriais. “O cimento é o material de construção mais utilizado no mundo. O principal combustível dos fornos é o coque, recurso não renovável derivado do petróleo”, afirma Fiorese.

Para a fabricação do CDR, a Proamb conta com um moderno complexo fabril localizado em Nova Santa Rita. Os resíduos com potencial energético, são previamente avaliados no que diz respeito a suas propriedades físico-químicas, com intuito de garantir a segurança e a qualidade da composição do combustível alternativo preparado.

O CDR produzido é uma mescla criteriosa destes resíduos sólidos ou pastosos que passam por uma linha de produção composta por processos de trituração, extração magnética e distribuição granulométrica, visando atender a especificação técnica exigida pela cimenteira.  Ao final, o produto formado é enviado ao forno licenciado localizado em Candiota, onde é utilizado como combustível alternativo em substituição de até 30% do combustível principal.

A inovação verde e a sustentabilidade ambiental, objetos de tanto destaque da última década no meio corporativo, infelizmente não recebem o recurso financeiro necessário para o desenvolvimento pleno de suas atividades e são avaliadas como custo direto e não como investimento futuro e de caráter preventivo. A maior motivação para que as indústrias modifiquem sua conduta é a obrigatoriedade legal. “Cabe lembrar que a remediação de passivos ambientais é muitas vezes mais onerosa do que o investimento na destinação mais apropriada”, destaca Fiorese.

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