Imprensa

13/09/2016

Ambiente produtivo: ideias que funcionam. Especial: Celulose Riograndense

Celulose Riograndense: 99% dos resíduos reciclados!

Não gerar passivo! Essa é a estratégia de gestão do gerente da Qualidade e Ambiente, Químico Industrial Clovis Zimmer, da Celulose Riograndense, de Guaíba, que atingiu a incrível marca de 99% dos resíduos reciclados. “Nos orgulhamos muito dos resultados obtidos com nossa gestão ambiental”, comemora Zimmer.

A Celulose Riograndense é considerada um case de sucesso em gestão ambiental. Gerencia corretamente os resíduos gerados no processo de fabricação da celulose; gera energia própria através da queima dos resíduos; trata os efluentes. “Essa organização toda nasceu como valor da empresa desde meados dos anos 80 e em 1996 com a implementação da ISO 14.001, quando se sistematizaram procedimentos e práticas”, revela Zimmer.

Como a palavra de ordem é não gerar passivos ambientais, os resíduos perigosos, que não podem ser reciclados ou comercializados, são enviados para coprocessamento, onde são destruídos termicamente. “Os materiais contaminados com óleo – como serragem e EPI’s - vão para a unidade de blendagem da Fundação Proamb. Fomos um dos primeiros contratos de blendagem da Proamb. Logo que a unidade de Nova Santa Rita começou a operar enviamos nosso resíduo. Nós já conhecíamos a história da Proamb, sabíamos o quanto a empresa é boa e organizada e acabou sendo um processo natural”, afirma o gerente.

Todos os resíduos são comercializados

                A Celulose Riograndense gera dois tipos distintos de resíduos: resíduos industriais e resíduos de cunho administrativo. Os resíduos da coleta seletiva, gerados na área administrativa, são segregados na origem conforme classificação. “As sucatas são comercializadas para recicladoras. E o que sobra dessa triagem vai para aterro”, relata Zimmer. Os resíduos que vão para aterro representam menos de 1% do lixo gerado na empresa.

                Já os resíduos industriais têm diferentes destinos. Os resíduos de madeira são transformados em serragem e comercializados. A caldeira gera dois tipos de cinza: a cinza pesada e a cinza leve. “A leve é toda comercializada para a indústria do cimento. A cinza pesada volta para as minas para fazer a recomposição do relevo”, destaca Zimmer.

Conforme o Químico Industrial, os resíduos alcalinos - a lama de cal - é 99% carbonato de cálcio, e é utilizado e comercializado como corretivo de solos, competindo com o calcário gaúcho com uma vantagem muito maior para a agricultura porque não possui magnésio.

Com este modelo de gestão ambiental a Celulose Riograndense está mudando paradigmas. “Todos nossos resíduos no final têm comercialização. Esse nosso modelo econômico faz com que os custos de tratamento de nosso resíduo sejam bastante baixos, comparado com o tradicional que seria dispor em aterro”, afirma Zimmer.

Tratamento de Efluentes

A Celulose Riograndense possui duas estações gigantes de tratamento de efluentes. “As maiores do Estado”, garante Zimmer. A indústria da celulose faz uso intensivo da água. Essa água vem do Lago Guaíba. Depois de sua utilização, ela passa pelos tratamentos primário, secundário e terciário para ser novamente devolvida ao lago. “Somos pioneiros na utilização desta tecnologia e, hoje, dentre as mais de mil fábricas de celulose presentes no mundo, menos de dez utilizam este nível de tratamento, o que garante uma excelente qualidade ao efluente”, justifica.

O lodo gerado nesta planta passa por um processo de compostagem para ser, posteriormente, vendido ao mercado como fertilizante orgânico, substituindo o uso da terra preta muitas vezes exploradas irregularmente de banhados e matas. “O Humosolo é comercializado a granel para uso na agricultura orgânica e jardinagem”, destaca o gerente da Qualidade e Ambiente, Químico Industrial Clovis Zimmer

Sobre a Celulose Riograndense

A Celulose Riograndense, parte do grupo CMPC, é uma empresa gaúcha presente no mercado internacional de celulose de fibra curta de eucalipto. Ela conta com uma fábrica no município de Guaíba que ocupa hoje uma área de 106 hectares e investe no cultivo de florestas como fonte de suprimento de matéria-prima sustentável, a fim de produzir riquezas para o estado do Rio Grande do Sul e seus cidadãos.

Para a Celulose Riograndense, crescer com os gaúchos é mais que uma prioridade, é um compromisso. Um compromisso com quem trabalha na empresa, com os cidadãos de Guaíba e com aqueles que fazem do solo riograndense um lugar melhor para viver.

A CMPC é pioneira no Chile na fabricação de celulose e papel. Trata-se de uma das principais empresas na área florestal na América Latina e está presente em mais de 50 países nos 5 continentes. Com mais de 25 fábricas, conta com aproximadamente 8 mil colaboradores operando em 5 áreas de negócios, através das seguintes empresas: CMPC Florestal, CMPC Celulose, CMPC Papéis, CMPC Tissue e CMPC Produtos de Papel. 

Redação: por Jussara Konrad.

-

Compartilhe isto:


Galeria de Imagens

Comente esta Notícia
+55 (54) 3055.8700 / 99109.1113 / 99128.6149 - proamb@proamb.com.br

© Todos os Direitos Reservados 2013 | Fundação Proamb