Imprensa

14/08/2017

Ambiente produtivo: ideias que funcionam. InterCement

Fundação Proamb e InterCement uma parceria de sucesso em coprocessamento

Há 10 anos, por meio de uma indicação da Fepam, a unidade de Candiota (RS) da indústria de cimento InterCement encontrou o parceiro que procurava no Rio Grande do Sul para concretizar seu projeto de coprocessamento. Como acontecia em unidades de outros estados do Brasil, a empresa queria manter seus processos de produção alinhados com a sustentabilidade. Precisava de um parceiro qualificado para iniciar o processo de captação e transformação de resíduos em CDR (combustível derivado de resíduos), que exigia conhecimento, tecnologia e estrutura até então inexistentes no estado do Rio Grande do Sul. Por sua experiência e seu perfil de pioneirismo na busca de soluções ambientais, a Fundação Proamb foi escolhida para iniciar o projeto. 

“Não é foco da InterCement captar e preparar resíduos para depois serem processados no seu forno de clinquer (matéria prima do cimento) em Candiota. Então tínhamos de encontrar no estado alguma empresa interessada em investir nessa tecnologia”, lembra Francisco Leme, diretor da InterCement, especialista em coprocessamento. “No escopo da InterCement está o conceito da economia circular na produção de cimento. Resíduos que não podem mais ser reciclados são usados para substituir o combustível nos fornos da fábrica”, destaca Leme.

Quando o projeto teve início, foi definido um plano de negócios para viabilizar as questões técnicas e econômicas. A intenção era oferecer para indústrias geradoras de resíduos um serviço de tratamento que fosse um destino seguro, confiável e rigorosamente dentro das normas. Em seguida vieram as exigências de licenciamento ambiental. Trabalho no qual InterCement e Fundação Proamb puderam se conhecer melhor em relação a atitudes éticas e transparentes junto aos órgãos ambientais. Demonstrou-se então que as parcerias estavam alinhadas em questões de princípios. 

Parceria ainda mais forte

Foi necessário adaptar a indústria de cimento de Candiota para receber CDR e encontrar um local adequado para a construção da planta de blendagem (transformação de resíduo em combustível) da Fundação Proamb. “A parceria ficou ainda mais forte por que a Proamb precisava de um local e nós vendemos a eles um terreno em condições adequadas, tanto para instalação da planta como para a estratégia de logística”, comemora Leme. O município de Nova Santa Rita (RS) demonstrou ser um ponto estratégico por estar dentro de um centro industrial, a grande Porto Alegre, e a uma distância conveniente de Candiota, com uma vantagem a mais: economia de frete. Ao retornar para Nova Santa Rita, após o descarregamento de CDR, os veículos voltam carregados com clinquer para serem entregues na usina de beneficiamento da InterCement, esta também localizada em Nova Santa Rita.

Do ponto de vista da inovação, a parceria entre InterCement e Fundação Proamb merece um destaque especial. A tecnologia que precisou ser desenvolvida a partir de então era inexistente no estado. A vocação da Proamb em pesquisar e se aprofundar em conhecimento de novas tecnologias se uniu à vasta experiência da InterCement em coprocessamento conquistada por suas unidades no Brasil e no mundo. A fundação teve total apoio da fábrica de cimento para enviar sua equipe à Europa a fim de obter conhecimento e trocar informações junto às unidades sediadas em vários países. Mas a fundação foi além na busca por informações. Aprofundou o relacionamento com entidades ambientais em várias cidades do velho continente.

Resultado de uma parceria fiel aos propósitos das duas empresas sobre boas práticas e sustentabilidade, hoje o projeto de coprocessamento completa sete anos. Foi a primeira experiência no estado em destruição térmica de resíduos Classe I – perigosos. Uma atividade que requer profundo conhecimento e tecnologia para ser realizada. Para controle dos riscos envolvidos do preparo do CDR à queima nos fornos foi necessário desenvolver um conhecimento específico, obtido pela equipe técnica da Proamb em parceria com os colegas da InterCement.

A planta de blendagem construída pela Fundação Proamb tornou-se uma referência mundial em processamento de CDR. “O projeto todo foi desenvolvido por uma mescla de conceitos e melhores práticas obtidos em nossas incursões no exterior”, descreve Gustavo Fiorese, diretor de operações da Fundação Proamb. “Hoje a planta de blendagem é um dos maiores parques industriais do gênero no país, em estrutura física, tecnologia de processamento instalada e capacidade produtiva. Além disso, conta com estrutura de logística interna diferenciada”, orgulha-se.

Evolução contínua em produtividade

Do início da operação, em 2013, até a entrega, em 4 de julho de 2017, da ampliação e modernização das instalações, a planta de blendagem de Nova Santa Rita, batizada hoje como unidade de energia da Fundação Proamb, alcançou altos níveis de produtividade. Em 2013, a capacidade de produção de CDR obtida com tecnologia nacional ainda não era satisfatória. Em 2015, houve um grande avanço em tecnologia, com a substituição da máquina de preparo de resíduos por uma importada da Áustria. Com a providência, a capacidade da planta dobrou. Em maio de 2017, mais duas máquinas, importadas da Holanda, deram um empurrão notável aos ganhos de produtividade da unidade de energia, que alcançaram índices comparáveis aos das plantas mais modernas do mundo.

Com os ganhos em tecnologia e modernização dos processos, a unidade de energia passou a ser a única empresa do gênero no país a produzir CDR de alta qualidade, simultaneamente, em duas granulometrias: de 50 e de 20 mm. 

Na outra ponta do processo, os fornos da InterCement também fizeram sua parte na destruição completa de passivos ambientais. “Do início da parceria até os dias de hoje, nos fornos da InterCement já foram queimados 25 mil toneladas de CDR. Em contrapartida, deixou de ser destruído o equivalente a 2.500 caminhões carregados de recursos renováveis, como coque de petróleo, minério de ferro, areia e minério de alumínio”, calcula Francisco Leme. Com a entrega de CDR de alta qualidade pela unidade de energia da Fundação Proamb, a InterCement consegue substituir, em média, 40% do coque de petróleo que seria utilizado como combustível em seus fornos. Para ter uma ideia do grau de eficiência de todo o processo, as indústrias de cimento em todo mundo só conseguem a média de 10% de substituição. Não à toa, os dirigentes da unidade de Nova Santa Rita costumam se referir a ela também como unidade de “valorização energética”.

“O sistema de coprocessamento já está atingindo a maturidade e altos índices de desempenho nos países mais adiantados. No Brasil ainda há um longo caminho a ser percorrido. É muito importante que se desenvolvam legislação e regulamentações que incentivem o uso desse processo”, observa Francisco Leme. 

O êxito obtido na parceria entre InterCement e Fundação Proamb, além de se tornar uma importante referência para o setor, é um grande estímulo para que se aprofundem estudos e pesquisas no sentido de obter substitutos energéticos de fontes não renováveis. Porém, os benefícios da utilização do coprocessamento vão além da eliminação de passivo ambiental, redução do consumo de recursos não renováveis e diminuição de aterros. A implantação da unidade de energia da Fundação Proamb em Nova Santa Rita, somada aos investimentos da InterCement, em Candiota, possibilitou a formação de toda uma cadeia produtiva nas áreas de abrangência das empresas, o que significou geração de empregos e renda ao municípios envolvidos.

 

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