Imprensa

26/04/2017

Carecemos de conhecimento prático em tratamento de efluentes

O professor Mário Peirano, químico pela PUC e Doutor em engenharia Sanitária e Ambiental através do Imperial College, de Londres, tem ministrado uma sequência de cursos sobre tratamento de efluentes, organizados pela Fundação Proamb Educação. Em seu relacionamento com os participantes dos cursos, inclusive os já ministrados em outras instituições, ele tem observado que a maioria dos alunos demonstra bom conhecimento teórico. Porém identificou, com certa preocupação, que há uma carência de preparo na parte prática, bagagem fundamental para o exercício profissional.

Para levar sua contribuição aos profissionais do setor, o Prof. Peirano decidiu reunir o conhecimento obtido em mais de 40 anos de profissão, como especialista em tratamento de efluentes, para estruturar seus cursos de forma a privilegiar a parte prática. “Reuni o lado essencialmente objetivo e direto do conhecimento que adquiri para resolver os problemas comumente encontrados aqui no país em projetos de sistemas de tratamento de efluentes”, descreve o prof. Peirano. Por exemplo, para o curso de Matemática aplicada ao Tratamento de Efluentes, capacitação inédita no Brasil, que ele ministrou de 28/03 a 05/04 na Fundação Proamb, os participantes puderam ter contato, de uma só vez, com todos os problemas possíveis que envolvem cálculos matemáticos em tratamento de efluentes. Dessa forma, foi poupado o trabalho de pesquisar informações complementares nas fontes sobre o assunto, que estão disponíveis de forma muito dispersa.

Em maio, a Fundação Proamb Educação vai novamente receber o prof. Peirano para a realização de um curso sobre remoção de nitrogênio e fósforo de efluentes industriais e domésticos. Procedimento que, segundo ele, os técnicos da maioria das empresas têm encontrado problemas para executar. A explicação para a dificuldade recai em carência de tecnologia e de, novamente, conhecimento prático. “A maioria dos livros sobre o assunto vem da Europa ou dos Estados Unidos. Lá, como o clima é temperado, a remoção de nitrogênio e fósforo não é condição tão crítica, por isso os especialistas consideram aquela prática apenas opcional. Aqui, por termos outra condição climática, é obrigatória. Há necessidade da ‘tropicalização’ dos procedimentos e sistemas”, explica Peirano. Aumentando a urgência por soluções, há mais na pressão de fiscalização da FEPAM, principalmente para evitar a indesejável proliferação de algas em rios durante os períodos de seca, no verão.

Segundo o prof. Peirano, um sistema de remoção de nitrogênio e fósforo foi possível de ser desenvolvido por ele ao adaptar o conhecimento teórico já alcançado em outros países para as práticas técnicas aqui no Brasil. “Fiz cursos de pós-graduação no Japão e na Inglaterra. Consegui reunir vasta bagagem teórica. Com o conhecimento adquirido, pude estudar e pesquisar na prática maneiras de ‘tropicalizar’ o sistema”. Hoje ele se orgulha de poder compartilhar a sabedoria que adquiriu em seus cursos. “O conhecimento não deve ser privativo de uma pessoa”, finaliza.

Se você quiser saber mais ou tiver interesse de participar do curso “Tratamento de efluentes: aspectos práticos e operacionais na remoção de nitrogênio e fosforo” clique no link abaixo:

- www.proamb.com.br/curso/curso-tratamento-de-efluentes-aspectos-praticos-e-operacionais-na-remocao-de-nitrogenio-e-fosforo-mai17

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