Imprensa

26/06/2017

Economizar energia na empresa pode ser mais simples do que se pensa

Com o avanço da tecnologia, a tendência é que máquinas e equipamentos envolvidos na produção de bens e serviços se tornem cada vez mais robustos, mais precisos e, importante, que consumam menos energia. Aos sistemas motrizes que movimentam os parques industriais, por exemplo, vão sendo incorporados dispositivos inteligentes, que controlam e monitoram a energia consumida. Fabricantes de equipamentos e máquinas, além de buscarem atender às exigências de legislações, que hoje são de âmbito mundial, procuram alcançar soluções em produtos de alto desempenho, com economia de energia elétrica.

Dentro desse cenário de busca por economia, o Brasil ainda engatinha no sentido de encontrar soluções que minimizem o desperdício. Segundo o site da Abesco – Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – nos três últimos anos, o desperdício de energia elétrica atingiu R$ 61,7 bilhões. O motivo principal para esse número assustador foi desatualização de maquinário industrial, de lâmpadas e de eletrodomésticos.  O problema poderia ser resolvido com incentivos governamentais, modernização industrial e fabricação de máquinas e dispositivos com consumo mais eficiente. Mas há também maneiras de obter redução de custos com energia em uma abordagem mais simples. Com equipamentos de medição adequados e uma análise técnica cuidadosa, é possível encontrar soluções muito simples e surpreendentes para economia de energia em suas várias formas: elétrica e térmica. Muitas delas passam por aprimoramentos que levam a mais eficiência energética. 

Douglas Rischter, engenheiro mecânico, analista de serviços tecnológicos no Instituto SENAI de Tecnologia Mecatrônica de Caxias do Sul (RS), aponta que cerca de 60% do consumo de energia elétrica das empresas industriais vêm do uso de motores elétricos, porém, em muitos casos, os gestores focam a atenção no sistema de iluminação como prioridade na solução para diminuição de consumo. “Vou então colocar toda a iluminação de meu pavilhão em lâmpadas tipo LED”, cita Douglas como uma frase muito comum que ouve de empresários. “Mas antes de tomar essa providência, é necessário ponderar o quanto representa o sistema de iluminação dentro dos custos totais da empresa. Vamos supor que sejam 2%. Se você conseguir uma economia de 80% em consumo de energia ao investir em lâmpadas LED, o impacto que isso teria nos custos totais da empresa seria desprezível”, finaliza. 

Douglas recomenda que se faça uma avaliação minuciosa de todos os tipos de equipamentos usados na empresa para ter uma ideia precisa da energia elétrica que é consumida e assim definir com segurança a demanda que a empresa exigirá da rede elétrica. O mesmo vale para empresas que decidam gerar a própria energia, como a utilização de energia solar (fotovoltaica), por exemplo. Antes de se pensar em investir nessa solução, será necessário conhecer com exatidão o real consumo das instalações. Caso contrário poderá haver uma infeliz contradição: a empresa investir em energia solar, como forma de economia, para abastecer um sistema elétrico que exige uma demanda muito maior que a necessária por estar inadequadamente dimensionado.

Em compressores de ar que alimentam sistemas de automação na empresa, é comum encontrar valores de regulagens de pressão muito acima do necessário, elevando assim o consumo de energia elétrica. Nestes dispositivos, quanto maior a pressão requerida, maior o consumo de energia elétrica. “Com uma simples regulagem da pressão, sem qualquer investimento, é possível obter considerável economia de energia elétrica. A redução da pressão de 8 para 6 bar, por exemplo, pode representar 20% de redução de consumo de energia elétrica pelo compressor”, explica Douglas.  Outro modo simples de se alcançar eficiência energética é montar uma composição com dois compressores de ar. Somente quando um deles atingir 100% da capacidade, o outro passa a funcionar. “A ideia, nesse caso, é fazer com que o segundo compressor seja acionado de forma automática, por meio de um autoajuste ou de um dispositivo próprio para isso”, acrescenta o engenheiro do SENAI. 

A unidade de engenharia da Fundação Proamb está preparada para fornecer orientações e prestar serviços de melhoria em eficiência energética em instalações industriais.

 

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