Imprensa

20/04/2016

Especial 25 anos | Blendagem: pioneirismo no estado

Uma portaria da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), editada em 2010, havia fixado um prazo de 18 meses para que resíduos classe I (perigosos) com características de inflamabilidade não poderiam mais ser dispostos em aterros no estado do Rio Grande do Sul. A portaria exigia que fosse encontrada uma solução diferente e adequada.

Além de uma visão para novos negócios, a portaria da FEPAM configurou em mais uma oportunidade para que se pusesse à prova o perfil pioneiro da Fundação Proamb. Em função da seriedade e da competência que sempre demonstrou, a entidade foi indicada para a Cimpor Brasil (empresa hoje pertencente ao grupo Intercement), braço nacional da indústria cimenteira internacional. A proposta era de um acordo para fornecimento de blend (mistura derivada de resíduos) por parte da Proamb para a utilização em coprocessamento, ou seja, como combustível nos fornos de fabricação de cimento da Cimpor, indústria localizada em Candiota (RS). O contrato de parceria foi assinado em 30 de agosto de 2010. Era o início de um longo e audacioso trabalho em conjunto.

O coprocessamento é uma das técnicas mais nobres para tratamento de resíduos, pois aproveita o potencial energético dos materiais que formam os resíduos. Interessante destacar que, de forma diferente da simples incineração, após a queima nos fornos da fábrica, as cinzas resultantes são incorporadas no próprio cimento.

A planta da unidade de blendagem da Fundação Proamb foi construída em um terreno com cerca de dois hectares, no município de nova Santa Rita, na região da Grande Porto Alegre (RS). Local estrategicamente situado nas proximidades de duas das regiões que mais produzem resíduos industriais no estado: Capital e Serra Gaúcha. O conceito adotado para a operação foi o de uma linha de produção. O material recebido seria processado por diversos equipamentos em série, para garantir que o blend final atendesse às especificações de qualidade, aumentando o aproveitamento energético dos resíduos quando na fase da queima.

Institucionalmente, o negócio foi considerado uma baliza para uma nova etapa da fundação. O campo de atuação da instituição seria bastante ampliado e o atendimento abrangeria um número superior de clientes de grande porte. “Os grandes geradores de resíduos preferem mandar para coprocessamento, pois a técnica elimina tudo e acaba com a responsabilidade, porque não há sobras”, destacava Evandro Cristófoli, gerente operacional da Fundação Proamb na época.

O processo de blendagem entrou na vida da Fundação Proamb como um novo serviço, ao lado da central de resíduos sólidos. “Passamos a ter prestação de serviço completa, com assessoria, aterro, feira e blendagem. Quem precisa de soluções ambientais as tem de forma integral”, orgulhava-se Cristófoli.

Hoje, já com sua operação consolidada, o serviço de coprocessamento oferecido pela Fundação Proamb teve sua infraestrutura aperfeiçoada, com modernização de máquinas e equipamentos e um aumento considerável na capacidade de atendimento aos grandes volumes de resíduos gerados pelas empresas que operam dentro de sua área geográfica de atuação.

Mais do que demonstração de pioneirismo e visão empresarial em 25 anos de atuação, o coprocessamento foi outro importante serviço que a Fundação Proamb colocou à disposição das empresas conscientes da necessidade de gestão ambiental e melhoria nos processos.

 

 

 

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