Imprensa

01/02/2016

Especial 25 anos | Central de resíduos: a segurança do modelo alemão.

Após o lançamento da empresa, em junho de 1991, com as formas legal e administrativa definidas para funcionar como fundação, o passo seguinte foi encontrar a solução que fosse ao encontro do objetivo prioritário, que motivou a formação do grupo de empresas instituidoras: uma destinação correta para resíduos industriais. Mas como fazer isso, por comercialização ou armazenamento? Entre esta e outras tantas dúvidas e questionamentos, foi decidido que, para a futura decisão ter suporte, seria necessário fazer o levantamento de tipos e quantidades dos resíduos gerados pelas empresas envolvidas no projeto.

Foi levantado então que entre as empresas associadas havia indústrias metalúrgicas, com e sem galvanoplastia, com fosfatização de borracha, de móveis, de alimentos, de vinhos e sucos, curtume e frigorífico de abate. Os tipos de resíduos gerados eram principalmente lodos, borra de tinta, sucatas (de plástico, papel e metal) e aparas de couro. Considerando que eram resíduos sólidos industriais, chegou-se à conclusão de que aterro seria a destinação mais adequada.

Ainda com o processo de legalização da fundação em andamento, o presidente da Proamb, Emílio Ristow convidou um geólogo para integrar a equipe técnica: Pedro Schnack. Profissional experiente, que desenvolveu projetos de aterros e recuperação de passivos na Serra Gaúcha e em outras regiões do estado. Foi Schnack que apresentou a ideia do modelo alemão de destinação final, que viria a ser colocada em prática na concretização do projeto da futura central de resíduos.

A certeza de que aquele modelo era o mais adequado só veio em 1997, quando o então diretor técnico da Proamb, Márcio Chiamaronte, visitou a Alemanha. Lá conheceu uma organização que desenvolvia trabalhos de pesquisa e transferência de tecnologia na área de tratamento e destinação final por meio de convênios de cooperação tecnológica entre governos de estados da Alemanha e instituições que tratassem de questões de meio ambiente em países em desenvolvimento.

Com a importante contribuição de Vânia Schneider, bióloga e professora da Universidade de Caxias do Sul (RS), que à época cursava especialização em resíduos perigosos na Alemanha, Chiamaronte ficou impressionado com o que pode reunir de conhecimento. Era notável o nível tecnológico alcançado pelos alemães em destinação de resíduos. Ao retornar para Brasil, sua apresentação convenceu os dirigentes da Proamb que o modelo alemão era a solução para a futura central de resíduos. Por privilegiar o rigor em sistemas de segurança, traria importantes benefícios como facilidade de monitoramento ambiental, baixíssimos riscos de contaminação e racionalidade na divisão dos custos do processo. Estavam definidas, então, as diretrizes do projeto de central de resíduos eficaz, segura e dentro de todas as conformidades.

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