Imprensa

28/01/2016

Especial 25 anos | O início: o que fazer com os passivos da produção?

Na segunda metade da década de 80, as principais indústrias de Bento Gonçalves ficaram diante de um dilema. Em reunião convocada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), com a participação de cerca de 20 empresas bento-gonçalvenses, foi determinado que seria necessário iniciar o processo de tratamento de efluentes gerados no processo industrial. Na época, procedimento ainda em fase de normatização e pouco fiscalizado. Porém, por suas peculiaridades socioeconômicas e concentração de empresas industriais, Bento Gonçalves havia sido escolhida como “cidade piloto” para projetos ambientais.

Técnicos da FEPAM passaram então a visitar as indústrias da cidade. Do aprofundamento do diálogo entre as partes nasceu a ideia de uma união empresarial para resolver um problema recorrente: o que fazer com os resíduos gerados pelo obrigatório tratamento dos efluentes.

No início da década de 90, o setor de Ecologia do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) iniciou estudos sobre as causas da poluição e quais seriam as soluções para preservar o meio ambiente. Foi formado um grupo para debater essas questões. Dentro dele, com apoio de especialistas do Departamento de Meio Ambiente (DMA) e da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), a ideia da união ganhou força com a possível criação de uma empresa para dar destino adequado aos agentes poluidores gerados no processo produtivo. A maior preocupação era com o impacto de metais pesados sobre os mananciais.

Em fevereiro de 1991, já em um momento em que a consciência ambiental ganhava força na sociedade e maiores eram as exigências dos órgãos ambientais, todos os associados do CIC-BG foram convocados para discutir a viabilidade da criação de uma empresa ambiental. A ideia foi aprovada por unanimidade. Após pesquisas e estudos sobre o formato da nova empresa, a comissão técnica formada para concretizar o projeto demonstrou aos associados do CIC-BG que uma fundação seria o modelo ideal. Em março do mesmo ano, ainda com uma organização embrionária, foi definido como Fundação Bentogonçalvense Próambiente o nome da primeira fundação do gênero no país, abreviado para Proamb a partir de 2009. Também ficou definido que a entidade teria a participação direta de associados do CIC-BG como seus instituidores e mantenedores, com representações da Prefeitura e do CIC.

O lançamento oficial da Fundação Proamb foi feito em 10 de junho de 1991. O início de uma organização pioneira, que se notabilizou pelo rigor técnico e pioneirismo em soluções ambientais para o setor industrial da Serra Gaúcha e do estado.

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