Imprensa

15/01/2018

Fiema Brasil 2018 “É preciso saber que os produtores rurais ajudam, e muito, a preservar o ambiente”

Para Alexandre Hoffmann, Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho, o distanciamento de produtor e consumidor provoca interpretações errôneas da agricultura brasileira. O assunto será um dos destaques do Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental na Agropecuária, que ocorre na FIEMA Brasil 2018, colocando em pauta o tema da redução dos passivos em busca de uma agropecuária sustentável.

O agronegócio não está livre de problemas ambientais, assim como acontece em outros tipos de indústrias, como a metalmecânica ou a eletrônica. O que ocorre na agricultura ou na pecuária, no entanto, é a intensidade dos impactos ambientais, já que normalmente são mais difusos e mais dispersos, devido à produção se dar em áreas maiores. Situar pormenores como esse, muitas vezes distorcidos a ponto de transformar o setor agrícola como se fosse um vilão ambiental é um dos propósitos do Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental na Agropecuária. O foco do evento é a identificação e a solução dos passivos gerados pelo setor primário. “A preocupação que tem sido apresentada pela sociedade quanto à agricultura é que ela não pode prejudicar o ambiente e neste sentido, é preciso considerar que a agricultura brasileira é uma das que mais preserva no mundo, mas o produtor precisa estar consciente de que a sustentabilidade é um dos fatores fundamentais para o sucesso de seu empreendimento”, comenta Alexandre Hoffmann, um dos diretores do seminário que ocorre dentro da Fiema, em abril, ao lado de Luciano Gebler, também pesquisador da Embrapa Uva e Vinho.

Segundo ele, o produtor rural é hoje quem mais preserva o meio ambiente no Brasil. Muito por força da legislação, especialmente pelo Código Florestal, que estabelece cotas de áreas com preservação ambiental dentro das propriedades, de acordo com a região do país – no Rio Grande do Sul é de 20%, índice que sobe a 80% em casos de Estados do Norte. Como qualquer atividade produtiva, a agrícola também gera passivos. Identificar quais são eles, como reduzi-los e, uma vez gerados, como manejá-los, são esteios da programação. “Um evento inovador como a Fiema exige uma abordagem inovadora. Então olhamos para assuntos que normalmente não se falam, como resíduos veterinários e outros assuntos”, exemplifica Hoffmann, também pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e chefe adjunto de Transferência de Tecnologia.

Outra inovação foi a integração das entidades de cunho agrícola na realização do evento. Até então, o seminário era organizado pela Embrapa em parceria com a Fiema, mas neste ano esse time ganhou o reforço do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), unidade de Bento Gonçalves, e do Sindicato Rural da Serra Gaúcha. A soma de esforços já tem dado resultado, tendo sido realizado um evento preparatório em agosto desse ano. O Seminário é também uma forma de reduzir a perceptível distância que existe entre produtor e consumidor. “Esse distanciamento faz com que não se consiga compreender na dimensão correta o tamanho do desafio que o produtor tem em produzir alimentos todo dia”, sustenta Hoffmann.

Para ele, esse afastamento provoca interpretações muitas vezes equivocadas a respeito da agricultura brasileira. Uma delas é confundir a revolução tecnológica pela qual a agricultura passou com o aumento no uso de agrotóxicos. “Há muito de tecnologia que ajuda a preservar e o evento também se presta para tornar mais visível a face sustentável da agricultura, sem deixar de abordar os problemas ambientais associados à agricultura, como os riscos de não preservação do solo, a contaminação da água e o os excessos no uso dos agrotóxicos”. 

Hoffmann sabe que a adoção de boas práticas agrícolas, como a produção de orgânicos e a produção integrada, é fundamental para a perpetuação da atividade, além de ser vital para o produtor. “Quem não produz de forma ambientalmente sustentável, está com os dias contados. Já avançamos muito, mas é preciso dar os próximos passos. Informação é fundamental e é exatamente para isso que o Seminário tem muito a dizer e a mostrar, para quem produz e para quem consome”.

 

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