Imprensa

26/09/2013

Fundação Proamb do RS é referência nacional em gestão de resíduos sólidos

A entrevista foi publicada no site: http://www.sustentabilidade.sebrae.com.br/Sustentabilidade/Not%C3%ADcias/Funda%C3%A7%C3%A3o-Proamb-do-RS-%C3%A9-refer%C3%AAncia-nacional-em-gest%C3%A3o-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos

 

Em tempos de transformação radical de hábitos, atitudes e do estabelecimento de nova cultura relacionada ao ‘lixo’ - como consequência da aprovação e implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) -, o Brasil pode contar com a experiência e expertise de uma fundação gaúcha, que trabalha nesse campo, há 20 anos.

Estamos falando da Fundação Proamb do Rio Grande do Sul,  especializada em gestão de resíduos sólidos, coprocessamento, desenvolvimento de soluções,  pesquisas de metodologias e tecnologias internacionais para tratamento e reaproveitamento de rejeitos industriais e do segmento de serviços. Esta instituição foi fundada por empresários do polo moveleiro de Bento Gonçalves (RS), preocupados com a questão ambiental. A Central de Resíduos Industriais foi o primeiro núcleo da fundação, está em atividade há 14 anos, é certificada pela ISO 14001, e recebe resíduos das classes I (perigosos) e IIA (não inertes).

Hoje, a Proamb é referência nacional. As tecnologias aplicadas junto à sua clientela são baseadas em pesquisas e buscas realizadas nos principais centros mundiais. Sua equipe, composta por biólogos, engenheiros químicos, engenheiros ambientais, especialistas em tratamentos de efluentes, entre outros,  alia conhecimento acadêmico à experiência de campo.

A utilização de células triplamente impermeabilizadas e cobertas, onde são enterrados os resíduos, garante segurança à sua clientela, comunidades vizinhas e funcionários.  Há seis meses, a fundação se tornou pioneira no estado gaúcho em coprocessamento de resíduos. Suas soluções podem ser aplicadas em diversos segmentos e por empresas de diferentes portes. A Proamb tem capacidade para atuar em projetos municipais e em outras regiões brasileiras.

A Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente (Fiema Brasil), um dos mais importantes eventos ambientais da América Latina, é realizado pela Proamb, a cada dois anos. A próxima edição da Fiema Brasil ocorrerá, no período de 22 a 25 de abril de 2014, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS).

A diretora executiva da Fundação Proamb, Fabiane Bianchi Locatelli, é a nova entrevistada do site do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS). Engenheira química, pós-graduada em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), trabalha na fundação, desde 1993. Ela foi responsável pela estruturação da instituição, quando se abriu para o mercado. Atualmente é gestora das  cinco unidades de negócios da fundação: Central de Resíduos Industriais; Blendagem; Assessoria Técnica Ambiental; Fundação Proamb Educação; e Fiema Brasil.

CSS: Qual é o foco principal e público-alvo da Fundação Proamb? Os produtos e tecnologias desenvolvidos, há 20 anos, se baseiam em experiências e práticas nacionais e internacionais? Fabiane Locatelli: A Fundação Proamb tem como foco oferecer soluções ambientais seguras adequadas às necessidades de cada mercado – indústria, serviços, órgãos governamentais. Para isso, busca tecnologias nos principais centros mundiais e dissemina conhecimentos.

Cinco unidades de negócios integram a Proamb: Central de Resíduos Sólidos Industriais; Coprocessamento; Assessoria Técnica; Educação; e Fiema (Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente).

A Central de Resíduos Sólidos Industriais é um projeto concebido, a partir de modelos alemães. Localizada em Pinto Bandeira, opera há mais de 14 anos e recebe resíduos classes I e IIA. Certificada com a ISO 14001, tornou-se modelo no Brasil devido ao seu processo operacional e controle ambiental, com células triplamente impermeabilizadas e cobertas, oferece, acima de tudo, segurança aos seus clientes.

Já o Coprocessamento é um projeto inovador e pioneiro no Rio Grande do Sul, também com tecnologia alemã.  Esta unidade fica em Nova Santa Rita. A partir de resíduos sólidos industriais, é produzido o blend, que servirá como combustível nos fornos de fabricação de cimento, em substituição ao petróleo. O coprocessamento é uma técnica que disponibiliza uma alternativa nobre ao mercado e introduz uma nova mentalidade, com a valorização e o aproveitamento energético dos resíduos e a consequente não geração de passivos ambientais.

A Assessoria Técnica Ambiental trabalha baseada nos conceitos de produção mais limpa e tem auxiliado as empresas a melhorarem seus processos produtivos, minimizando seus impactos e garantindo uma gestão ambiental mais eficaz.

A Fundação Proamb Educação objetiva a capacitação para a sustentabilidade de empresários por meio da realização de seminários, workshops, oficinas e cursos. A unidade dissemina conteúdos técnicos e práticos aplicáveis no dia a dia aos participantes.

Realizamos a Fiema Brasil, feira que reúne o que há de mais atual em termos de soluções e tecnologia para o meio ambiente, com mostra de equipamentos, produtos e serviços. Simultaneamente, a Fiema Brasil apresenta uma intensa programação voltada a disseminar o conhecimento.  

CSS : As soluções e tecnologias desenvolvidas pela fundação são também adequadas para os pequenos negócios? Vocês atendem micro e pequenas empresas?

Fabiane Locatelli: Sim,  somos parceiros do SebraeTec no Rio Grande do Sul, desenvolvendo todos os serviços da área ambiental para as micro e pequenas empresas.

Hoje, o que se constata é que muitos pequenos e médios empresários ainda desconhecem a legislação ambiental e as vantagens de se tratar a gestão ambiental como uma melhoria de processo, ou seja, ainda não identificam os ganhos econômicos para a empresa por meio da eficácia do sistema de gestão ambiental. E a Fundação Proamb tem incentivado este debate, ampliado conhecimento a respeito deste tema em seminários e palestras.  

CSS : A gestão e coprocessamento de resíduos sólidos são o carro-chefe da Proamb? Quais são os principais setores e segmentos atendidos pela fundação?

Fabiane Locatelli : A Fundação Proamb iniciou os seus negócios com a gestão de resíduos sólidos. Este é nosso carro-chefe, que dominamos com total expertise e aprimoramento contínuo. O Coprocessamento é um projeto inovador, que se iniciou, há seis meses, e que tem muito por crescer. Primeiro, pela inovação que apresenta; segundo, pelo desconhecimento que os empresários ainda têm do quanto podem agregar valor aos seus resíduos, transformando-os em fonte de energia. Os primeiros resultados, no entanto, já se mostram animadores.

Com relação ao mercado, a Fundação Proamb é muito focada na indústria e serviços, priorizando os segmentos metal mecânico, automotivo, químico, moveleiro e hospitais. O que não significa que não desenvolva e apresente projetos para o setor público.  

CSS: A fundação faz parcerias com instituições públicas e privadas e organizações do terceiro setor? 

Fabiane Locatelli: Sim; acreditamos no valor das parcerias com instituições de ensino, entidades de classe como os conselhos regionais de química, engenharia e arquitetura, saneamento; associações; e sindicatos. São estas parcerias que possibilitam o intercâmbio de informações, a ampliação do conhecimento, a disseminação da tecnologia.  

CSS: As soluções tecnológicas da Proamb podem ser aplicadas em outras regiões do país?

Fabiane Locatelli: Sem dúvida, a Fundação Proamb hoje está preparada para atuar em qualquer lugar do país, seja por meio das consultorias técnicas, da realização de projetos e até a possibilidade de formação de unidades semelhantes às que temos no Rio Grande do Sul.  

CSS: Como é composta a equipe técnica da fundação?

Fabiane Locatelli: A equipe Proamb é multidisciplinar e integrada por biólogos, engenheiros químicos, engenheiros ambientais, especialistas em tratamentos de efluentes, entre outros profissionais. Um dos destaques que se pode dar à equipe é a capacidade de aliar conhecimento acadêmico à experiência de campo, e à capacidade de oferecer soluções.

Outro fator importante na gestão da Proamb é a valorização de seus talentos e a geração de novos, que recebem todo o apoio e investimento para que se desenvolvam. Nós acreditamos muito na capacidade de realização do ser humano e incentivamos seu desenvolvimento.  

CSS: Grandes empresas ajudam a tornar os pequenos negócios mais sustentáveis?

Fabiane Locatelli: As grandes empresas têm um papel fundamental no encadeamento produtivo. Afinal, são elas, com suas ISOs, seus certificados de qualidade, auditorias no fornecedor, exigências de padrões internacionais, que possibilitam que o pequeno e médio cresçam e evoluam, incentivando e formando uma cultura voltada para a sustentabilidade.  

CSS: Como acelerar a adesão de empresas e da administração pública rumo à sustentabilidade? Faltam leis, fiscalização ou mais atitude empresarial para que isso ocorra?

Fabiane Locatelli: Hoje, pode-se dizer que a legislação brasileira é boa, baseada em normas europeias e americanas. O que nos falta, ainda, é a cobrança efetiva do cumprimento dessas regras. Outra questão que provoca o debate é a falta de exemplo da administração pública. Quantos municípios têm plano gestor de resíduos? Quantos municípios têm esgoto tratado? Então, é preciso que o setor público faça sua parte e dê exemplo, com cobrança e gestão ambiental.  

CSS: Como avalia a situação do Brasil em termos de gestão de resíduos sólidos e a importância da PNRS? A Proamb também atende prefeituras e consórcios municipais?

Fabiane Locatelli: Na questão da gestão de resíduos sólidos temos muito por fazer, e a PNRS veio dar o norte, veio normatizar, dar o padrão a ser seguido. Isto é muito importante. Para prefeituras e consórcios municipais, hoje, a Proamb não tem projeto em andamento. No entanto, possuímos plena capacidade para também colaborar com projetos municipais.

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