Imprensa

02/07/2014

Lâmpadas fluorescentes usadas exigem cuidado no descarte

As lâmpadas fluorescentes são tradicionais, práticas e econômicas. Apesar das vantagens, esse tipo de lâmpada contém mercúrio em sua composição, um metal pesado e extremamente danoso ao meio ambiente e perigoso para a saúde das pessoas.

Se descartadas de forma incorreta, as lâmpadas fluorescentes se juntam aos demais resíduos e, durante transporte, acabam se quebrando. Nesse momento, liberam vapor de mercúrio, um elemento que contamina as pessoas, causando graves efeitos sobre o meio ambiente.

O contato do metal em estado líquido acontece de forma significativa em função da água que ultrapassa as camadas de terra e conduz o mercúrio até o lençol freático através da chuva. Por isso, o descarte de materiais que utilizam esse elemento químico na composição deve ser observado com muita cautela. A lâmpada fluorescente está entre os objetos mais perigosos nesse aspecto, já que contém cerca de 8mg de mercúrio em cada unidade, o que pode ser suficiente para contaminar 30 mil litros de água.

Os solos possuem uma grande capacidade de reter e armazenar o mercúrio, gerando grandes teores de acumulação que dependem da composição do solo, para mensurar o seu grau de infiltração.

O terreno contaminado fica inabilitado para qualquer tipo de uso, especialmente para plantações. No entanto, o maior problema está no contato do metal líquido nos corpos hídricos, através da terra. O mercúrio apresenta seu pior comportamento em ambiente aquático, pois se insere na cadeia alimentar através dos peixes. Como a maioria dos lixões ou aterros encontra-se em áreas de várzea, o nível de contaminação é alto, injetando-se facilmente para as águas de sub-superfície e contaminando as áreas próximas.

Na água não é diferente. A ingestão de alimentos irrigados ou apenas o ato de beber a água contaminada faz com que o mercúrio entre em contato com o organismo e ocasione tremores, vômito, anemia, paralisia parcial, além de poder estar associado ao câncer e prejudicar o sistema nervoso central, fígado, rins e pulmões. Na água as substâncias tóxicas do mercúrio surgem da extração de ouro em garimpos, principalmente clandestinos, e em produtos do lixo doméstico como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, termômetros clínicos e medidores de pressão.

O mercúrio é o principal elemento da lâmpada fluorescente. Quando a corrente elétrica passa pelo vapor desse elemento, a radiação gerada atinge a camada de fósforo que reveste o interior da lâmpada, produzindo a luz. Apesar de importante, ele é altamente tóxico e não pode ser descartado em lixo comum ou doméstico. O processo de reciclagem permite que elementos nocivos ao meio ambiente encontrem um caminho onde possam ser reaproveitados ou descartados de forma segura. Com a destinação correta das lâmpadas usadas, matérias primas são geradas para a indústria na fabricação de vernizes, tintas, telhas e cerâmicas, inclusive para novas lâmpadas. 

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Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/ideiasverdes/2014/07/01/lampadas-fluorescentes-usadas-exigem-cuidado-no-descarte/?topo=87,1,1,,1,87


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