Imprensa

13/11/2014

O lodo galvânico e o seu impacto no meio ambiente

A galvanoplastia é um processo essencial na indústria metalúrgica e metalmecânica, entretanto com alto potencial poluidor pelas características dos insumos utilizados. Portanto, é um dos processos industriais mais críticos em relação a emissão de poluentes ao meio ambiente, tanto no aspecto quantitativo quanto qualitativo. É uma atividade que demanda muito consumo de água para preparação e limpeza. Por isso, é responsável por grandes volumes de descartes com altos teores de elementos prejudiciais. Devido aos contaminantes presentes, se esses efluentes não forem tratados, ou tratados de forma incorreta, podem ser prejudiciais ao meio ambiente (água e solo) e aos seres humanos.

Os lodos galvânicos são gerados em processos que utilizam metais como acabamento estético, protetivo ou decorativo de produtos industrializados. São vários os metais que podem ser utilizados: cobre, zinco, níquel, cromo, estanho, chumbo, cádmio e ferro e em casos especiais, prata, ouro e platina.

Após esse procedimento de tratamento de superfície, no qual as peças são submetidas a diferentes tipos de metais, dependendo especificamente de cada material tratado e sua aplicação, as mesmas necessitam ser lavadas. Essas lavagens são as grandes responsáveis pela geração de efluentes contaminados com metais pesados, os quais dão origem ao lodo galvânico. Este deve ser conduzido a um local de disposição correto e totalmente seguro, para que os contaminantes presentes nele não causem impacto ambiental.

Após os descartes, as águas de lavagem das linhas de produção são conduzidas para as estações de tratamento de efluentes em seus respectivos reservatórios ou tanques de reação, essa divisão é determinada devido à origem do contaminante presente na sua composição. Após a estocagem, estes efluentes deverão ser tratados, durante as etapas de coagulação e floculação, com produtos químicos adequados à natureza específica do contaminante presente no efluente.

Concluídas as fases anteriores, o lodo formado com o auxílio dos produtos químicos, somados às impurezas presentes nas águas de lavagens, ainda em suspensão, deverá ser submetido a um processo chamado de sedimentação, no qual o lodo com metais pesados irá ser separado da água através da ação da gravidade. Após a etapa de sedimentação, esse lodo, ainda com alto teor de umidade, é conduzido para um sistema de desidratação (decanter, filtro-prensa, leitos de secagem, secador rotativo ou prensa parafuso), para que atinja as condições necessárias para a disposição final.

Hoje em dia, a tecnologia utilizada para a destinação do lodo galvânico é o aterro de resíduos industriais, mas pela maior disseminação dos conceitos de sustentabilidade nas indústrias e pela necessidade de se reciclar materiais ser cada vez maior, em virtude de uma disponibilidade cada vez menor, novas tecnologias vem sendo estudadas em países desenvolvidos para recuperação dos metais citados visando impedir o simples aterramento.

Com fica evidenciado, o lodo galvânico é um resíduo que necessita de grande cuidado em relação a monitoramento e destinação. E também que é necessário avaliar com muita atenção o caminho dentro do processo industrial por qual passa esse tipo de resíduo para que se dê a ele o tratamento adequado. É também indispensável exigir os comprovantes de destinação destes materiais, para assim ter a comprovação de que o procedimento adotado é seguro e atende aos padrões exigidos.

Para mais informações entre em contato com a Fundação Proamb através do telefone (54) 3055.4339 ou e-mail proamb@proamb.com.br.

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Vanessa Bruinsma - Jornalista 


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