Imprensa

11/04/2018

Objetivo da Fiema Brasil é ser indutora do polo ambiental no RS

Participação do terceiro setor na geração de oportunidades de negócios ligados ao meio ambiente foi destaque na solenidade de abertura da feira

 

Ao abrir as portas com mais de 80 expositores e um número superior a 50 palestras técnicas para receber pelo menos dez mil visitantes em três dias, a oitava edição da FIEMA Brasil, realizada pela Fundação Proamb de Bento Gonçalves, renovou um objetivo que há décadas vem sendo trabalhado pela entidade: induzir a formação de um polo ambiental no Rio Grande do Sul.

Disposta a cumprir essa missão, a Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente iniciou na terça-feira (10) e segue até quinta (12), no Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves. “A FIEMA Brasil traz o desafio de inspirar novos negócios e ajudar aqueles já existentes a se beneficiarem por meio da gestão ambiental. São diversas possibilidades relacionadas a utilização de energias, tratamentos de efluentes, aproveitamento de recursos hídricos, destinação de resíduos sólidos e uma série de oportunidades em outras tantas áreas técnicas – oportunidades que não são o futuro, mas sim o presente das empresas. Juntos, podemos e vamos construir um futuro sustentável – essa é a mensagem que queremos inspirar”, disse o presidente da FIEMA Brasil 2018, Jones Favretto.

Ao de estimular o contato com novos conceitos e tecnologias, a feira coloca-se na condição proativa de gerar novas oportunidades de negócios e desenvolvimento. “Estamos tratando uma causa muito nobre, que é o fomento ao polo ambiental no Rio Grande do Sul. A Proamb vem trabalhando para que a FIEMA seja uma das indutoras desse processo, instigando para o novo, para a superação e adoção de melhorias contínuas no que diz respeito à gestão ambiental. Nosso papel, enquanto terceiro setor, é o de realizar aquilo que o primeiro setor não tem tido a competência para fazer. Assim tem sido ao longo dos 16 anos de legado da feira, entre acertos e superação de dificuldades”, disse Neri Basso, presidente da Proamb.

Essa proposta de utilizar recursos privados com finalidade pública, gerenciando benefícios coletivos – especificamente na área do meio ambiente – é o que faz da Proamb um exemplo de instituição, na opinião do Procurador de Fundações do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, Keller Dornelles Clós. “Compactuamos, enquanto Ministério Público, com a missão da Proamb de defender os interesses da sociedade e sempre seremos apoiadores desse tipo de iniciativa”, disse.

 

Pioneirismo e empreendedorismo

O trabalho da Fundação Proamb também recebeu menções elogiosas do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, em seu pronunciamento durante a solenidade de abertura da FIEMA Brasil 2018. “A Promab vem assumindo a condição de liderança e executando tarefas que representam vontade da coletividade, protagonizando parcerias que são sempre bem-vindas entre entidades, poderes públicos e iniciativa privada. É, portanto, um exemplo a ser seguido pelos gaúchos: que devem pensar mais no Rio Grande e efetivamente contribuir para o processo de recuperação que estamos colocando em ação. A FIEMA é um caso muito valioso que ilustra o empreendedorismo de nosso povo, unindo setores da economia, promovendo o fomento regional, apontando caminhos, trabalhando por um Estado mais moderno e eficiente e, acima de tudo, desenvolvendo o potencial estratégico do RS”, disse. 

Ao enaltecer o pioneirismo da Fundação Proamb enquanto indutora do polo ambiental em Bento Gonçalves, o prefeito Guilherme Pasin citou outros exemplos que colocam o município na vanguarda das práticas sustentáveis. “Avançamos a passos largos para construção da primeira Usina de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) do Estado (leia mais abaixo). Investimos em uma parceria com a Corsan que elevará para 30% o percentual de efluentes tratados. Bento Gonçalves está sendo pragmática e fazendo aquilo que precisa ser realizado”, disse.

 

 

Avança PPP para construção da Usina de Resíduos Sólidos Urbanos *

 

Abertura dos envelopes das propostas das empresas interessadas ocorreu nesta terça-feira, 10, durante a Fiema

 

A Parceira Público–Privada (PPP) para construção da primeira Usina de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) do Estado dá mais um passo para sua concretização. Nesta terça-feira, 10, o Comitê Gestor das PPP abriu os envelopes com as propostas das três empresas interessadas no projeto, no Espaço de Relacionamentos da Feira Internacional de Tecnologias para o Meio Ambiente (Fiema). Participaram do ato, o governador José Ivo Sartori, ministro interino do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, o prefeito Guilherme Pasin, a secretária Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, autoridades estaduais e municipais.

Pioneiro no país, o projeto lançado pela Prefeitura que visa à implantação de uma usina para tratamento e eliminação dos RSU é exclusivo nesta formatação e será utilizado como case no Rio Grande do Sul. A alternativa torna possível à transformação dos materiais em energias sustentáveis.

Na ocasião, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Bertolini Pasin apresentou o case aos presentes. “Dentro desta feira estamos dando um passo importante para o Rio Grande do Sul, sendo os pioneiros em alto tão grande. Estamos promovendo uma nova cultura de tratamento dos resíduos sólidos urbanos com uma destinação final agregando valor a sustentabilidade”, enfatizou.

A secretária Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, salientou a importância de projetos como este para o Rio Grande do Sul. “Realmente o que está acontecendo aqui é muito marcante. O prefeito Guilherme Pasin é muito elogiado pela coragem de ter tomado essa iniciativa. Nós somos o Estado que mais passeia lixo, por que não temos uma boa solução, nossos aterros são poucos e muito distantes dos centros que geram o lixo. Soluções como esta que avançam têm a nossa torcida. Temos certeza que esta iniciativa irá mudar o panorama do Estado”, afirmou.

Atualmente 1,3 milhões de toneladas de RSU são produzidos em Bento Gonçalves por ano e, com a obra, os caminhões de lixo não vão mais precisar levar o material para o aterro sanitário localizado no município de Minas do Leão, reduzindo o custo do transporte. Com a energia gerada pelo lixo incinerado, a Prefeitura deverá economizar aproximadamente R$ 8 milhões anualmente.

“Dentro deste importante evento para o setor ambiental o comitê gestor analisa as propostas das empresas vencedoras para construção da Usina de Resíduos Sólidos. Uma ação inovadora, que quando concretizada será um grande passo para as Parcerias público- privadas e um avanço na questão sustentáveis”, destacou o prefeito Guilherme Pasin. O Governador cumprimentou a Administração Municipal pela iniciativa.

A partir de agora, os integrantes do Comitê têm até 30 dias para analisar a documentação, decidir qual o melhor projeto e elaborar o edital para o lançamento da concorrência pública. A previsão é que o edital seja lançado em maio e que usina inicie o funcionamento no primeiro semestre de 2019.

Também estiverem presentes, os integrantes do Comitê: o sub-procurador geral do Município, Gustavo Schramm, o secretário de Administração e Governo, Ênio De Paris e o adjunto da pasta, Ivan Toniazzi, o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Wagner Melo, secretária adjunta de Meio Ambiente, Bárbara Zanatta, representantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, Daniel Amadio e Nestor Stefani, e representante da secretaria de Finanças, Amanda Somenzi.

 

* Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Bento Gonçalves.

 

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