Imprensa

22/09/2015

Projetos que colocam preço no carbono dobram em três anos, segundo Banco Mundial

Os impostos sobre as emissões de CO2 e os mecanismos de mercado para negociar direitos de emissão dobraram no planeta desde 2012.  Isso demostra a importância maior que está sendo dada as questões ambientais nos últimos anos.  Porém, esse preço ainda é baixo demais para que ajude no combate as emissões, conforme relatório do Banco Mundial.

O número de instrumentos para precificação de carbono implementados ou planejados subiu de 20 para 38. A Coreia do Sul inaugurou um mercado de emissões em 2015, por exemplo, e Chile e África do Sul já programaram a implementação de taxas de carbono.

“Há um sentimento crescente de inevitabilidade… de que vai haver um preço sobre o carbono”, disse Rachel Kyte, vice-presidente do Banco Mundial em entrevista por telefone.

Os mercados de carbono funcionam em esquema de “cap-and-trade”, onde o número de emissões é limitado para um setor da economia, e as licenças para emissão podem ser vendidas de uma empresa para outra.

A intenção de “colocar preço” no carbono é para incentivar a migração de investimentos para fontes de energia solar ou eólica. O preço da tonelada de CO2 no mundo, porém, varia no planeta entre algo como menos de U$ 1 no México e US$ 130 na Suécia. Em mais de 85% dos casos o preço foi de menos de US$ 10.

O valor médio é “consideravelmente mais baixo” do que o necessário para incentivar a redução nas emissões de CO2 necessária para evitar que o clima se aqueça mais de 2°C no planeta além dos limites pré-industriais, limite considerado perigoso.

No Brasil, o Ministério da Fazenda realiza estudos sobre o impacto de uma eventual precificação de carbono na economia, mas o governo ainda não tem programa anunciado para implementar nenhum mecanismo. 

Fonte: G1

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