Imprensa

09/07/2014

Tijolo de borracha

Nos fundos de uma fábrica de estojos de instrumentos musicais seus proprietários tinham  um grande problema - montanhas de etil-vinil-acetato (EVA) recortado, sobras do revestimento dos cases. Chegaram a juntar 20 toneladas de lixo sem destino. Preocupados com o rumo desse descarte todo, saíram em busca de uma solução de reciclagem.

No final de 2010, veio a ideia de criar tijolos. Com os conselhos de um amigo do setor cimenteiro e o investimento em estudos conduzidos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), os proprietários  elaboraram a fórmula dos blocos, uma mistura de EVA triturado, cimento, água e areia.

As análises de segurança e outras propriedades se mostraram satisfatórias, e o melhor: por causa da borracha na composição, as peças isolam ruídos (absorvem 37 dB, contra 20 dB do tijolo baiano comum) e apresentam qualidades térmicas. A produção, no entanto, foi a parte mais complicada.

Num processo experimental e artesanal que consumiu cinco meses, montaram-se 9 mil unidades. "Utilizamos para construir nossa própria casa, há dois anos, mas paramos depois disso, pois ainda não temos condições de abrir uma indústria". Construíram uma residência de 550 m² construída, totalmente feita do material. "Antes, havíamos aplicado apenas em estúdios de música para melhoria acústica." Na morada, como complemento, portas e janelas ganharam vidro antirruído. E os moradores asseguram que o silêncio, ali, reina absoluto.

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Fonte: Planeta Sustentável. Disponível em URL: <http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/tijolo-borracha-lixo-reciclagem-arquitetura-construcao-788580.shtml>


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