Imprensa

29/01/2014

“Uma empresa não pode ignorar os desafios da sociedade”, afirma VP da Schneider

Tânia Cosentino destaca a responsabilidade das empresas nas soluções de problemas coletivos

 

“É um desafio compartilhar minha experiência voltada à sustentabilidade em apenas 12 minutos”, diz Tânia Cosentino, vice-presidente sênior da Schneider Electric para a América do Sul. Segundo a executiva, sua ligação com o tema vem dos laços familiares; especialmente dos pais, que “sempre me ensinaram o valor do trabalho, da ética e do respeito às pessoas e à natureza. Esses valores moldaram a pessoa e a profissional que me tornei”, ressalta.

Tânia atuava na França, em 2008, quando a Schneider Electric deu início às discussões efetivas sobre a questão da sustentabilidade no negócio. De cara, um complexo dilema: como uma empresa líder na área de gestão de energia poderia contribuir com a diminuição do consumo e das emissões de carbono sem comprometer seu crescimento? “Falávamos sobre biodiversidade, mudanças climáticas, redução da pobreza. Mas como tudo isso se ligava ao nosso negócio?”, questiona.

Havia uma única certeza: “Os desafios da sociedade são os nossos desafios. Uma empresa não pode ignorá-los”, sentencia Tânia. “Reinventamos o negócio da Schneider para ajudar economias maduras a reduzir o desperdício e as novas a ampliar o nível de acesso da população à energia”, complementa.

De volta ao Brasil, em plena crise econômica, a executiva viu-se obrigada a repensar a estratégia. Um momento de grandes dúvidas. Seria possível conciliar o posicionamento da empresa com os cortes de custos? “Sustentabilidade era algo que eu tinha de considerar. É a perenidade do negócio. Temos hoje uma série de regulamentações a seguir. Elas geram gastos, sim. Mas o custo de não fazer é maior do que o custo de não fazer certo”, destaca.

A empresa passou a focar a mensuração das práticas de sustentabilidade. Por meio de um “barômetro”, realiza o acompanhamento das iniciativas delineadas por três eixos – social, ambiental e financeiro. O cumprimento dos objetivos de cada uma delas condiciona os bônus dos líderes da companhia.

Em paralelo, vieram relatórios de sustentabilidade, iniciativas de valorização da ética – na empresa e com os fornecedores – e investimentos em projetos sociais, como o BipBop. Realizado em parceria com o SENAI, o programa incentiva negócios e investimentos para quem está na base da pirâmide, integrando pessoas com pouca ou nenhuma qualificação profissional ao mercado de trabalho, por meio de um curso com conceitos básicos sobre a área elétrica. No Brasil, está presente em 14 estados e 27 cidades e, em três anos, formou mais de 16 mil jovens.

Segundo Tânia, portanto, vale a pena investir em sustentabilidade. “Existe retorno financeiro. Basta ter o conceito na agenda, comunicar interna e externamente e dar ao funcionário a oportunidade de contribuir com a melhoria do planeta, pois isso o engaja e o torna mais leal. Os líderes são os modelos que vão inspirar os colaboradores”, declara.

 

Asssista ao vídeo aqui:

 

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/uma-empresa-nao-pode-ignorar-os-desafios-da-sociedade-afirma-vp-da-schneider/83952/

 

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