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Entre importantes contatos e boas tratativas, a missão da Fundação Proamb que acaba de retornar da Alemanha, onde participou da Ifat Entsorga (Munique), trouxe na bagagem algumas certezas e muitos conceitos a serem trabalhados. Das convicções, as que mais impactaram o grupo foram a de que os green business ou econegócios estão em ascensão muito forte, movimentando um mercado amplo, e que a aposta em fomentar um polo de sustentabilidade na Serra gaúcha é acertadíssima e está em um momento muito propício frente ao cenário internacional, principalmente o europeu.
Durante oito dias, a controler da Proamb, Francine Zanatta, o diretor de Assuntos Internacionais da Fiema, Matthias Schneider, e o diretor Industrial da Fiema, Jones Favretto, percorreram a que é hoje a maior feira do mundo de tecnologia para a área ambiental. Na edição 2010, houve a estréia bem sucedida da fusão entre a Ifat e a Entsorga (antes duas feiras distintas), com a presença de 2.730 expositores, de 49 países, distribuídos em mais de 200 mil metros quadrados de mostra. A estimativa é que cerca de 110 mil visitantes, de 185 países tenham circulado pelo evento. Além da visitação à feira e a troca de conhecimentos com outros técnicos, o grupo realizou uma série de reuniões. Dentre elas, com representantes da própria Ifat, o que representou uma promissora aproximação com a feira, e com grandes grupos como Vecoplan, Sutco-Küttner e Huber.
Schneider afirma: “Vimos que o mundo foi para Munique para conhecer as soluções mais sofisticadas. Observando as grandes oportunidades na feira e sabendo dos conhecimentos que a Proamb está buscando, tenho certeza que a entidade será uma referência no Brasil. Uma referencia de feira de business com a Fiema, ao lado da fundação, como plataforma de conhecimentos e negócios”.
E para caminhar nesse sentido, as observações gerais feitas pela controler da Proamb são importantíssimas. “A área ambiental interessa setores que a gente nem imagina. Gestão ambiental, equipamentos para o setor público, para áreas como coleta seletiva e tratamento de esgoto, reciclagem e tratamento de efluentes foram destaque no evento, assim como serviços e equipamentos de análise. Alta tecnologia de informática e robótica, como infravermelhos para detectar e separar resíduos, até membranas de nanofiltração. Essas últimas que vão de encontro às exigências da toxicidade”. Francine reforça ainda a tendência das empresas de formatarem projetos customizados às necessidades dos seus clientes.
Esse perfil de soluções adaptáveis ao que os consumidores estão em busca já é praxe no dia-a-dia de mercado europeu, conforme os relatos do grupo em relação às reuniões externas, com companhias contatadas. Todos executivos e técnicos especialistas demonstraram grande interesse em detalhes minuciosos dos processos de trabalho da entidade no Brasil para poder apontar tecnologias e projetos mais adequados. Nada de adaptar o trabalho ao equipamento que existe.
Autoria: Marisa Pereira - MTB 7916
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